domingo, 22 de setembro de 2013

Dumb Ways to Die (O Jogo)

Acho que todo mundo já deve ter visto o vídeo Dumb Ways to Die, que viralizou na internet há um tempo atrás. Trata-se de um vídeo lançado pela empresa australiana Metro Trains, para conscientizar a respeito de segurança no metrô,  onde criaturas fofinhas morrem das mais diversas formas ao som de uma música chiclete.

Depois do sucesso do vídeo, a empresa resolveu lançar um jogo para smartphones, disponível para iOS e Android. O Game é bem simples, consiste em salvar as citadas criaturas da morte iminente. O visual é infantil, como o do vídeo e o game play é bem descompromissado o que resulta em um jogo divertido e ideal para os momentos chatos do dia-a-dia, como fila de banco.

Você pode assistir o vídeo abaixo e fazer o download do game aqui, se possui android ou na AppStore, se possui iOS.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Minha experiência com o Google Play Music All Access.

Anunciado na Google I/O deste ano, o Play Music All Access é um novo sistema de assinatura para a loja de músicas do Google, seguindo a tendência de outros serviços que oferecem música por streaming mediante pagamento mensal. Infelizmente a loja de músicas do Google, e consequentemente o All Access, ainda não está disponível oficialmente no Brasil, contudo há formas de burlar a restrição de região com tutoriais facilmente encontrados na internet.

Utilizando-me de um desses tutoriais, assinei o serviço há cerca de 3 meses e posso dizer que vale muito à pena. O valor que pago é US$7,99, porém se trata de um valor promocional para quem aderiu ao serviço até 30 de junho, o valor atual para novas assinaturas é US$9,99. Considero que é ainda sim um valor muito bom pela qualidade do serviço, basta comparar com os valores praticados para comprar um único álbum numa loja física ou virtual como a iTunes Store.

O serviço de streaming de músicas não é uma novidade, o Google apenas seguiu a tendência lançada por outros serviços como o Spotify, o mais famoso entre eles (ainda não disponível no Brasil), Rdio, Deezer, entre outros. Contudo o serviço oferecido pelo Google é eficiente e oferece uma experiência agradável, principalmente em dispositivos móveis. Além do Play Music, utilizei o Music Unlimited, da Sony, o Rdio, além do Deezer, e posso dizer, como usuário Android e usuário heavy de dispositivos móveis que o All Access ofereceu o serviçoque mais atendeu às minhas expectativas e necessidades.

No que ser refere ao acervo, todos os serviços que testei se mostraram bem completos e também são bem parecidos no que se refere aos recursos. Todos permitem a criação de Rádios, explorar as músicas mais tocadas ou que estão em alta e saber o que seus amigos estão ouvindo (no Play Music esse caráter social do serviço se dá por meio do Google+). Por não estar oficialmente no Brasil, o Play Music não oferece uma categoria só de músicas nacionais em seus menus, porém o acervo de música brasileira está presente e é bem grande.

O que me fez mesmo optar pelo Play Music All Access foi seu aplicativo Android. Se trata do mesmo app de música padrão do sistema. Ao assinar o serviço de mensalidades, novas opções são liberadas no menu do aplicativos: Explorar e Rádios. Em explorar você pode ver os últimos lançamentos, as músicas que estão fazendo mais sucesso, pesquisar por gêneros e subgêneros (opção bacana pra filtrar melhor o tipo de música que senti falta nos outros serviços que permitiam a pesquisa apenas por gênero). Rádios é onde ficam as playlists criadas de forma automática com base em algum artista, múcica, gênero ou álbum; é uma ótima forma de conhecer músicas novas.

Alás, essa é uma das maiores vantagens de assinar esse tipo de serviço, desde que assinei o Play Music conheci mais artistas novos que em muito, muito tempo da minha vida. Quando você está ouvindo uma música nova, é fácil adicioná-la à sua coleção (área do aplicativo que junta as músicas existentes no aparelho, as que você adicionou por meio do All Access e as que foram armazenadas no Play Music por meio de upload).

Para quem está se perguntando, a gestão de dodos é eficiente no Play Music e é aqui que ele mais brilha em relação aos seus concorrentes. Há como selecionar a qualidade da reprodução, para que haja menor consumo de dados e mesmo na qualidade baixa a reprodução é muito boa. Além disso, nos demais serviços testados, é necessário sempre colocar para baixar uma música que se queira ouvir depois offline e, o pior, ativar nos menus o "modo offline" que altera a interface do aplicativo, quase como se fosse uma versão light dele mostrando apenas as músicas baixadas. E para voltar a explorar o serviço de streaming é necessário desativar o tal modo. No Music Unlimited, por exemplo, essa alteração entre online e offline era muitas vezes demorada e travava o aplicativo, arruinando a experiência; no Rdio e no Deezer a alternância foi mais eficiente, porém ainda chata.

Já no Play Music o aplicativo mantém em cache as músicas que o usuário mais ouve, sem ser necessário colocá-la pra baixar, apesar de a opção existir. Desse modo, há economia nos dados utilizados, já que não vai ser necessário fazer o streaming da música toda vez que quiser ouvi-la, se tiver esquicido de baixá-la. Também não há necessidade de alternar para um modo offline, o aplicativo simplesmente mostra todas as músicas disponíveis e caso a música a ser reproduzida exija conexão e esta esteja ausente, a próxima música que esteja disponível no dispositivo será automaticamente reproduzida. O usuário também pode filtrar somente as músicas offline apenas selecionando na aba da barra de navegação, sem interrupção na reprodução, ou qualquer alteração na interface do aplicativo, as músicas que não estão no dispositivo simplesmente somem.

Acredito que esse tipo de serviço é o futuro do mercado fonográfico, pois proporciona uma experiência única. Se você gosta de música, não pode deixar de experimentar. Tanto o Play Music quanto os demais serviços oferecem um período de testes grátis. Se não quiser assinar o serviço do Google utilizando um tutorial, opte por um serviço que já atua no Brasil, pois também são muito bons, principalmente o Rdio, na minha opinião. Teste e se não curtir, cancele. Contudo, tenho certeza que quem curte música vai curtir e muito. É incrível a sensação de estar andando pelo shopping, ver na vitrine de uma loja o disco recém lançado de seu artista favorito, abrir o aplicativo de música no seu celular e ver que o disco já está lá pra ser ouvido.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Apple volta a inovar com o lançamento do novo iPhone, só que não.

É inegável que o iPhone mudou a telefonia móvel, estabelecendo novos padrões para o mercado e acabou por se tornar um ícone pop, reconhecido mundialmente. Consolidou as interfaces de toque, os aplicativos móveis e o ciclo de lançamentos anual. Agora a cada ano todo mundo espera um novo iPhone, mas algo aconteceu desde 2007 até aqui e hoje em dia a espera não tem mais o mesmo sabor de novidade ou surpresa e não gera mais a mesma ansiedade. 

Absolutamente tudo o que foi anunciado hoje no keynote da Apple já era sabido, por meio de vazamentos na imprensa. Há quem diga que a própria empresa permite esses vazamentos, a fim de gerar expectativa nos consumidores. É uma estratégia que pode funcionar, mas quando o vazamento não entrega tudo de bandeja, como tem ocorrido. Neste ano foi algo ainda mais evidente. Fotos do novo iPhone 5C rodaram aos montes pelas redes sociais e sites especializado, assim como imagens da carcaças do iPhone 5S. 

O próprio sistema de classificação dos produtos utilizados pela Apple é algo que ajuda detonar o fator surpresa. A maçã já criou um padrão que segue à risca e acaba detonando o fator surpresa, afinal todos já sabiam que o novo iPhone seria chamado 5S e seria visualmente quase idêntico ao seu antecessor. É verdade que essa ordem foi um pouco modificada este ano, com o lançamento do iPhone de baixo custo, que acabou se mostrando com um custo não tão baixo assim. Em um mundo dominado por Androids de todos os modelos, formas e preços, o iPhone 5C poderia ser uma alternativa muito interessantes para revigorar os negócios da Apple e retomar o crescimento dos iGadgets no mercado, no entando algo parece estar errado na estratégia adotada para esse produto.

Tradicionalmente a Apple lança um novo aparelho com o mesmo preço do antecessor e baixando o preço deste. Porém, este ano, quem esperava comprar um iPhone 5 mais barato, com o lançamento do 5S, vai acabar chupando o dedo, pois o belo modelo de alumínio lançado no ano passado não terá seu preço reduzido, simplesmente sairá de linha e será substituído por um modelo bem menos atraente com a carcaça de plástico. 

Apesar de por dentro os dois aparelhos (5 e 5c) serem basicamente idênticos por dentro, evidentemente não é um bom negócio para o consumidor, comprar um aparelho de plástico pelo mesmo preço que ele compraria um aparelho com acabamento premium em alumínio, caso o 5c não tivesse sido lançado. Para a Apple por outro lado parece ser um bom negócio à primeira vista, já que ela vai lucrar mais já que produzir o aparelho com a carcaça de policarbonato (eufemismo pra plástico, criado pela Nokia) é bem mais barato que utilizar alumínio. No entanto isso pode ter sido um tiro no pé, já que frustrou as expectativas dos consumidores que esperavam poder comprar o iPhone 5 por um preço mais razoável e também àqueles viam no 5c a chance de comprar um telefone Apple realmente acessível.  No fim, coube ao iPhone 4S ser o real aparelho de baixo custo da maçã; acontece que as pessoas não querem comprar hoje um aparelho de 2 anos atrás, que logo deixará de receber updates.

Dentre as outra novidades que não são novidades, lançadas hoje, temos o tão falado sensor de impressões digitais, Touch ID, integrado ao botão home do novo modelo top de linha. Essa, apesar de não ser nada realmente novo, é uma adição bem-vinda para consolidar o iPhone no mercado corporativo e enterrar de vez a Blackberry. Também foi anunciada um anova câmera com 2 flashes e capaz de produzir imagens com pixels maiores, o que supostamente melhoraria a imagem, mas que pode ser interpretado como mais uma forma que a Apple encontrou pra driblar as limitações impostas pelo tamanho da tela do aparelho. Cabe ressaltar que tanto o Touch ID e a câmera estão disponíveis somente no iPhone 5S, o 5C trouxe de novidade apenas o fato de imitar a variedade de cores da linha Lumia, da Nokia.

Terminado mais um keynote da Apple, o robozinho verde pode dormir tranquilo, pois sua soberania no mercado de telefonia não foi ameaçada. Enfim, este texto já está por demais longo e não cabe aqui detalhar especificações dos lançamentos, já que a imprensa vai fazer isso exaustivamente. Abaixo seguem links com os devidos detalhes.


Comparação entre iPhone 5c e iPhone 5;
Mais sobre o iPhone 5S;
Mais sobre o iPhone 5C.