quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Minha experiência com o Google Play Music All Access.

Anunciado na Google I/O deste ano, o Play Music All Access é um novo sistema de assinatura para a loja de músicas do Google, seguindo a tendência de outros serviços que oferecem música por streaming mediante pagamento mensal. Infelizmente a loja de músicas do Google, e consequentemente o All Access, ainda não está disponível oficialmente no Brasil, contudo há formas de burlar a restrição de região com tutoriais facilmente encontrados na internet.

Utilizando-me de um desses tutoriais, assinei o serviço há cerca de 3 meses e posso dizer que vale muito à pena. O valor que pago é US$7,99, porém se trata de um valor promocional para quem aderiu ao serviço até 30 de junho, o valor atual para novas assinaturas é US$9,99. Considero que é ainda sim um valor muito bom pela qualidade do serviço, basta comparar com os valores praticados para comprar um único álbum numa loja física ou virtual como a iTunes Store.

O serviço de streaming de músicas não é uma novidade, o Google apenas seguiu a tendência lançada por outros serviços como o Spotify, o mais famoso entre eles (ainda não disponível no Brasil), Rdio, Deezer, entre outros. Contudo o serviço oferecido pelo Google é eficiente e oferece uma experiência agradável, principalmente em dispositivos móveis. Além do Play Music, utilizei o Music Unlimited, da Sony, o Rdio, além do Deezer, e posso dizer, como usuário Android e usuário heavy de dispositivos móveis que o All Access ofereceu o serviçoque mais atendeu às minhas expectativas e necessidades.

No que ser refere ao acervo, todos os serviços que testei se mostraram bem completos e também são bem parecidos no que se refere aos recursos. Todos permitem a criação de Rádios, explorar as músicas mais tocadas ou que estão em alta e saber o que seus amigos estão ouvindo (no Play Music esse caráter social do serviço se dá por meio do Google+). Por não estar oficialmente no Brasil, o Play Music não oferece uma categoria só de músicas nacionais em seus menus, porém o acervo de música brasileira está presente e é bem grande.

O que me fez mesmo optar pelo Play Music All Access foi seu aplicativo Android. Se trata do mesmo app de música padrão do sistema. Ao assinar o serviço de mensalidades, novas opções são liberadas no menu do aplicativos: Explorar e Rádios. Em explorar você pode ver os últimos lançamentos, as músicas que estão fazendo mais sucesso, pesquisar por gêneros e subgêneros (opção bacana pra filtrar melhor o tipo de música que senti falta nos outros serviços que permitiam a pesquisa apenas por gênero). Rádios é onde ficam as playlists criadas de forma automática com base em algum artista, múcica, gênero ou álbum; é uma ótima forma de conhecer músicas novas.

Alás, essa é uma das maiores vantagens de assinar esse tipo de serviço, desde que assinei o Play Music conheci mais artistas novos que em muito, muito tempo da minha vida. Quando você está ouvindo uma música nova, é fácil adicioná-la à sua coleção (área do aplicativo que junta as músicas existentes no aparelho, as que você adicionou por meio do All Access e as que foram armazenadas no Play Music por meio de upload).

Para quem está se perguntando, a gestão de dodos é eficiente no Play Music e é aqui que ele mais brilha em relação aos seus concorrentes. Há como selecionar a qualidade da reprodução, para que haja menor consumo de dados e mesmo na qualidade baixa a reprodução é muito boa. Além disso, nos demais serviços testados, é necessário sempre colocar para baixar uma música que se queira ouvir depois offline e, o pior, ativar nos menus o "modo offline" que altera a interface do aplicativo, quase como se fosse uma versão light dele mostrando apenas as músicas baixadas. E para voltar a explorar o serviço de streaming é necessário desativar o tal modo. No Music Unlimited, por exemplo, essa alteração entre online e offline era muitas vezes demorada e travava o aplicativo, arruinando a experiência; no Rdio e no Deezer a alternância foi mais eficiente, porém ainda chata.

Já no Play Music o aplicativo mantém em cache as músicas que o usuário mais ouve, sem ser necessário colocá-la pra baixar, apesar de a opção existir. Desse modo, há economia nos dados utilizados, já que não vai ser necessário fazer o streaming da música toda vez que quiser ouvi-la, se tiver esquicido de baixá-la. Também não há necessidade de alternar para um modo offline, o aplicativo simplesmente mostra todas as músicas disponíveis e caso a música a ser reproduzida exija conexão e esta esteja ausente, a próxima música que esteja disponível no dispositivo será automaticamente reproduzida. O usuário também pode filtrar somente as músicas offline apenas selecionando na aba da barra de navegação, sem interrupção na reprodução, ou qualquer alteração na interface do aplicativo, as músicas que não estão no dispositivo simplesmente somem.

Acredito que esse tipo de serviço é o futuro do mercado fonográfico, pois proporciona uma experiência única. Se você gosta de música, não pode deixar de experimentar. Tanto o Play Music quanto os demais serviços oferecem um período de testes grátis. Se não quiser assinar o serviço do Google utilizando um tutorial, opte por um serviço que já atua no Brasil, pois também são muito bons, principalmente o Rdio, na minha opinião. Teste e se não curtir, cancele. Contudo, tenho certeza que quem curte música vai curtir e muito. É incrível a sensação de estar andando pelo shopping, ver na vitrine de uma loja o disco recém lançado de seu artista favorito, abrir o aplicativo de música no seu celular e ver que o disco já está lá pra ser ouvido.
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